O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, trocou a defesa e escolheu o advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, para a fase atual da investigação sobre o suposto esquema envolvendo o Banco Master e o BRB. A troca pode indicar intenção de delação premiada.
Costa está preso no Complexo da Papuda desde 16 de agosto, sob a operação Compliance Zero. A PF o acusa de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O novo núcleo da defesa também inclui o jurista Davi Tangerino.
Segundo a apuração, o objetivo de Costa seria fornecer provas para responsabilizar gestores e autoridades acima dele. Há expectativa de apontar, entre possíveis envolvidos, o ex-governador do DF Ibaneis Rocha, ligado à influência sobre o BRB.
Avanços e declarações
Relatórios indicam que o ex-presidente Michel Temer participou de uma reunião em Brasília com Ibaneis, Costa e Vorcaro, para tratar do Master. Temer afirma ter atuado como consultor e mediador, recebendo honorários pelo Grupo Master, sem detalhar datas.
A PF aponta que avanços dependem de documentos, mensagens e provas que possam embasar um acordo de delação. Até o momento, não houve comunicação formal de Costa para iniciar tratativas de delação, segundo fontes da corporação.
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