Lula criticou nesta quinta-feira o caráter temporário do acordo Mercosul-UE, que entra em vigor no dia 1° de maio. O presidente falou durante a Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. A fala enfatizou que a negociação segue em andamento, mesmo diante de questionamentos judiciais na Europa.
O chefe do Executivo afirmou que o recurso apresentado pela União Europeia é coisa de gente ciumenta. Ele disse que o Brasil não pretende destruir produtos europeus, mas promover uma política de complementariedade entre os blocos. O tom foi de otimismo em relação às tratativas.
Durante o evento, Lula destacou o potencial de mercado conjunto entre os blocos, citando 750 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares em valor. O presidente informou ter mantido conversas com o primeiro-ministro da Alemanha, ressaltando que o Parlamento Europeu acionou recursos em janeiro, o que pode atrasar a implementação.
Contexto sobre o recurso
A documentação europeia aponta possibilidade de atrasos na entrada em vigor, com uma versão provisória do acordo permanecendo em vigor até aprovação total pelos países envolvidos. A agenda de negociações, segundo Lula, segue com continuidade mesmo diante de entraves judiciais na UE.
A fala do presidente reforçou a posição de que o Brasil busca ampliar a atuação comercial sem prejuízos para produtores europeus. A agenda do evento destacou o papel da Embrapa e do agro brasileiro no contexto internacional, mantendo o foco em cooperação e desenvolvimento conjunto.
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