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Moraes prorroga por 60 dias inquérito contra influenciador Monark

PF ganha mais sessenta dias para concluir apuração sobre Monark por descumprimento de decisões judiciais

Ministro Alexandre de Moraes relator da Ação Penal 2668 - Núcleo 1
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O ministro do STF Alexandre de Moraes prorrogou por 60 dias o inquérito que investiga o influenciador Bruno Aiub, o Monark, por descumprimento de decisões da Corte ligadas a publicações nas redes sociais. A prorrogação foi autorizada após a Polícia Federal solicitar prazo adicional para concluir a apuração.

A PF informou que ainda não encerrou todas as diligências. O objetivo é finalizar as etapas da apuração antes de apresentar as conclusões ao STF. O pedido de prorrogação foi considerado essencial para o andamento do trabalho.

Monark é investigado por desacatar determinações judiciais que pediram o bloqueio de canais e perfis do influenciador e a abstenção de divulgar conteúdos potencialmente fraudulentos, sob pena de multa.

O inquérito envolve decisões relacionadas ao bloqueio de páginas indicadas após o ataque às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Plataformas como Facebook, TikTok e Twitter (X) foram orientadas a agir contra conteúdos associados ao influenciador.

Relatórios do TSE apontaram uso de outras plataformas, como o Rumble, para divulgar entrevistas com o deputado Filipe Barros e informações contestadas sobre a integridade das instituições eleitorais. Moraes mencionou o episódio em despachos oficiais.

Segundo Moraes, novos dados mostram perfis ativos em diversas redes vinculados ao investigado, com conteúdos defendendo ideias consideradas ilegais e antidemocráticas. Também foi citado o uso de falhas de moderação do Spotify para manter monetização do podcast MonarkTalks.

O STF entendeu que o conjunto de condutas caracteriza descumprimento reiterado de decisões judiciais, justificando a continuidade do inquérito. A PF ganha mais dois meses para avançar com diligências antes de encaminhar o relatório final ao tribunal.

Monark ficou afastado do Flow após declarações durante um debate, que motivaram denúncia do Ministério Público de São Paulo por discurso de ódio em 2024. A defesa do influenciador não teve retorno imediato na reportagem.

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