Com a PF ainda afinando os termos da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, da Master, o diretor-geral Andrei Rodrigues disse ao SBT News nesta quinta-feira (23) que só aceitará acordos que acrescentem novos elementos à investigação. A instituição segue considerando a jurisprudência vigente para o uso de delações.
A PF já realizou quatro fases da Operação Compliance Zero, que apura a relação de Vorcaro com figuras públicas e supostas fraudes no sistema financeiro, em desrespeito ao Banco Central. A meta é ampliar provas e caminhos para novas diligências.
Na última etapa, a PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que busca dissociar-se de Vorcaro com uma delação antes que o banqueiro tenha acordo fechado. Costa trocou a defesa na quarta-feira (22).
Outro detido naquele dia foi Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de Vorcaro. Monteiro teria recebido mais de R$ 118 milhões do Banco Master, segundo declarações de Imposto de Renda. O caso está sendo analisado pelo STF em plenário virtual.
Contribuição premiada na prática
Andrei Rodrigues citou indiretamente a cooperação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, como referência de como a delação pode orientar investigações. O diretor reiterou a necessidade de benefício real para a condução processual.
A defesa de Costa busca delação antes de Vorcaro para não ficar prejudicada pela contribuição do ex-banqueiro, segundo apuração do SBT News. A jurista também trabalha para manter as prisões em julgamento, que deve ocorrer até sexta-feira (24) em plenário virtual.
Guia de cooperação e prazos
A PF enfatiza que a delação só será aceita se for útil à apuração, apresentando novos elementos, informações ou provas. A orientação vale para casos envolvendo autoridades públicas e operadores do sistema financeiro, com foco na legalidade.
Entre na conversa da comunidade