Conselheiro do governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, fez ataques misóginos contra mulheres brasileiras durante entrevista à TV italiana RAI. Ele afirmou que seriam programadas para arrumar confusão e levou o debate a um tom xenófobo ao comentar a relação com sua ex-mulher, Amanda Ungaro. O cenário envolve acusações em tom pessoal e uma generalização sobre o gênero.
Durante a entrevista, Zampolli retratou comportamentos femininos de forma maniqueísta, repetindo insultos contra brasileiras. O conteúdo suscita questionamentos sobre declarações públicas de auxiliares do governo norte-americano em temas sensíveis como gênero e nacionalidade.
O relacionamento entre Zampolli e Ungaro terminou após quase duas décadas de casamento. O ex-casal disputou a guarda do filho de 15 anos na Justiça, com Ungaro relatando episódios de abuso sexual e violência doméstica durante o matrimônio em reportagens anteriores.
Zampolli e Ungaro se conheceram em Nova York, em 2002, quando ele tinha 32 anos e ela 18. O casal oficializou a união no ano seguinte. A disputa de guarda permanece nos tribunais, sem detalhes adicionais divulgados pela reportagem.
A entrevista em que as declarações surgiram ocorreu em meio a questões pessoais não resolvidas entre as partes. Não há confirmação de que as falas tenham relação direta com políticas públicas ou posições oficiais do governo de quem detém o cargo de conselheiro.
Amanda Ungaro, modelo brasileira, já havia aberto relatos de violência doméstica anteriormente. O caso envolve também o debate sobre como situações privadas de figuras públicas se refletem no escrutínio da atuação profissional.
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