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Brasileiros cobram mais ações de governos e empresas, aponta Ipsos

Ipsos: cobrança por liderança de governos e empresas na crise climática cresce; 55% dos brasileiros defendem autonomia energética

Nesse cenário, 55% afirmam que seus países deveriam priorizar a autonomia energética (AFP)
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A Ipsos divulgou um relatório internacional sobre a percepção da crise climática. A pesquisa, realizada em 31 países, aponta exaustão com a agenda ambiental e maior cobrança por ação de governos e empresas. O estudo foi concluído entre 23 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026.

No Brasil, 70% dos entrevistados defendem atuação imediata para combater as mudanças climáticas, ante 61% na média global. O índice brasileiro caiu 7 pontos percentuais desde 2021, mas permanece acima de outros países.

A pesquisa mostra que a responsabilidade não recai apenas sobre indivíduos. A maioria acredita que governos e grandes empresas devem liderar as ações, ampliando investimentos e decisões estratégicas para enfrentar o aquecimento global.

Transição energética e custos

No conjunto de países, 74% dos respondentes dizem se preocupar com o aumento dos preços de energia. A disputa entre reduzir emissões e manter energia barata aparece como fator central do debate público atual.

No Brasil, 71% defendem mais medidas contra as mudanças climáticas, enquanto 55% priorizam a autonomia energética, mesmo com custos maiores. Ainda assim, 46% duvidam da disponibilidade de energia suficiente no futuro.

Percepção de liderança e planejamento

A confiança na liderança governamental permanece baixa: 27% dos respondentes globais acreditam que seus países atuam como líderes globais, e 34% discordam. No Brasil, 34% veem o país como líder, 31% discordam.

Entre as faixas etárias, Boomers chegam a 77% de cobrança por ações, enquanto a geração Z fica em 67%. Entre mulheres, 75% defendem mais medidas, contra 66% entre homens.

A pesquisa também aponta riscos climáticos que preocupam os brasileiros. Ondas de calor, tempestades e secas aparecem como principais ameaças para o próximo ano, seguidas pela poluição do ar.

Dados da amostra

Foram entrevistados 23.704 adultos em 31 países. No Brasil, a amostra foi de cerca de 1.000 pessoas, com margem de erro estimada em 3,5 pontos percentuais. O relatório ressalta que a cobrança por soluções estruturais é crescente globalmente.

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