Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo dos EUA, afirmou em entrevista à TV italiana que mulheres brasileiras seriam predispostas a causar confusão. A declaração ocorreu na quinta-feira (23) em entrevista à Rai, segundo a reportagem. Ele respondeu a uma pergunta sobre acusações de Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e antiga parceira dele.
Zampolli sustenta que o comportamento de algumas brasileiras pode ser influenciado pelo consumo de novelas, associando esse hábito a traços como engano. A fala repercutiu nas redes e gerou questionamentos sobre o contexto de suas afirmações.
Contexto sobre Amanda Ungaro
Ungaro acusa o ex-companheiro de agressões físicas, psicológicas e sexuais durante o relacionamento de quase duas décadas. Ela apresentou relatos de violência e registros de hematomas como evidência, enquanto o acusado nega as acusações e afirma que a ex parceira busca prejudicá-lo.
A ex-modelo também afirma que houve influência para deportação dela dos EUA, além de impedir a visão do filho do casal. Confrontado sobre as acusações, Zampolli negou envolvimento direto e disse não ter relação com decisões de imigração.
Ligações com Jeffrey Epstein
Durante a entrevista, surgiram questionamentos sobre possíveis ligações de Zampolli com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Documentos do caso indicam que ambos tentaram adquirir uma agência de modelos em um leilão, operação que não foi concluída.
O italiano, proprietário da ID Models, afirma que Epstein o contatou para a compra, mas não houve fechamento do negócio. Zampolli reiterou que não tem envolvimento com crimes cometidos por Epstein e afirmou que o empresário teria usado a indústria da moda para encobrir crimes contra menores.
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