O ministro Gilmar Mendes, do STF, reconheceu ter errado ao mencionar a homossexualidade como possível acusação injuriosa contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Ele fez a defesa da continuidade do inquérito das fake news, que tramita há sete anos e envolve críticas ao Supremo.
Durante entrevista à TV Globo, Gilmar reiterou que pretende enfrentar o que chamou de indústria de difamação contra o STF. Ele citou o interesse de manter as investigações do inquérito, mesmo sob críticas de que o procedimento estaria virando uma ferramenta contra autoridades.
Em relação ao vídeo publicado pelo pré-candidato ao Planalto pelo Novo, Zema, Gilmar explicou a necessidade de apurar eventuais abusos. O ministro discursou em meio a ações de oposicionistas que pedem novos desdobramentos e mostrou que não teme reconhecer erros quando apropriado.
Horas depois, ele usou as redes sociais para se desculpar pelo equívoco ao mencionar a orientação sexual de Zema. A mensagem reforçou que o erro foi assumido, mantendo a ênfase na continuidade das apurações do inquérito.
Durante a entrevista, Gilmar defendeu a importância de manter as investigações pelo menos até as próximas eleições. Ele ressaltou que o STF tem sido alvo de ataques e citou críticas ao relator do inquérito, afirmando que é necessário fornecer respostas sobre quem cometeu crimes.
Na semana passada, o ministro entregou à Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, por abuso de autoridade. A medida ocorreu após a divulgação de um relatório final da CPI que chegou a sugerir indiciamento de Gilmar, Moraes, Toffoli e o chefe da PGR, embora o texto não tenha seguido adiante.
Em fevereiro, Gilmar já havia defendido a continuidade da apuração sob Moraes. Em ocasião pública, ele ressaltou a importância histórica do inquérito, em meio a uma cobrança institucional da OAB para a conclusão das investigações e preocupação com a duração dos procedimentos.
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