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Justiça afasta PM que atirou e matou ajudante-geral em SP

Justiça afasta policial militar que atirou e matou ajudante-geral em Cidade Tiradentes; restrições ao cargo e indícios de conduta criminosa

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O Tribunal de Justiça de São Paulo afastou temporariamente a policial militar Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, suspeita de atirar e matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, 31, durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, na madrugada do dia 3 de abril. A decisão impede a PM de portar arma, manter contato com testemunhas ou parentes da vítima, ou deixar a comarca sem autorização. A soldado também terá horário de recolher entre 22h e 5h.

Afastamento foi assinado pelo juiz Antônio Carlos Ponte de Souza, que aponta indícios de conduta criminosa por parte da policial. A Secretaria de Segurança Pública informou que Yasmin e o policial que acompanhava não atuam no patrulhamento de ruas. A defesa de Yasmin foi procurada, sem retorno até a publicação.

11 de abril, o advogado da defesa declarou que a policial atirou para cessar uma escalada de agressões. Testemunhas, porém, relatam versão divergente: segundo elas e a advogada da família, Thawanna foi agredida antes de levar o tiro, após um tapa na mão de Yasmin.

A vítima caminhava com o marido, Luciano Gonçalves dos Santos, 36, quando a viatura da PM passou e houve toque no braço dele, iniciando a discussão. Em depoimento de moradores e imagens acessadas pela defesa, a vítima aparece reagindo a agressões antes de ser baleada.

Relatos coletados indicam que Thawanna foi atingida durante o confronto, permanecendo caída no asfalto por cerca de meia hora até a chegada de socorro. Um vídeo de morador mostra a policial com um fuzil ao redor da vítima enquanto ela recebia atendimento.

A Polícia Militar e a SSP destacaram que a investigação visa esclarecer os fatos e que a morte é lamentada pela corporação. As autoridades afirmaram que a decisão de afastar Yasmin e o colega busca manter impessoalidade e segurança durante o andamento do processo. Folha de S.Paulo é uma das fontes que acompanham o caso.

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