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Justiça decreta prisão de MCs e do criador da Choquei

Justiça decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, Poze do Rodo e criador da Choquei após habeas corpus do STJ; PF aponta esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Na imagem, o MC Ryan SP (à esq.) e o MC Poze do Rodo (à dir.); ambos foram presos em operação da PF
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A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e do criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, além de mais 36 investigados, em desdobramento de uma operação sobre lavagem de dinheiro de valores bilionários. A decisão ocorreu na quinta-feira (23/04/2026) após o pedido da Polícia Federal, com base em novas provas apreendidas.

O pedido de prisão foi apresentado pela PF após o STJ ter concedido habeas corpus aos alvos. A PF afirmou que há elementos suficientes para converter as prisões temporárias em preventivas, o que foi acatado pela Justiça Federal. As informações foram divulgadas pelo portal g1.

Quem está envolvido inclui Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, além de 36 investigados ligados a um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A operação foi chamada Narco Fluxo e ocorreu após prisão temporária dos investigados em 15 de abril.

Segundo a PF, o núcleo central do esquema envolve apostas não regulamentadas e rifas online. A investigação aponta que a OMS Tecnologia atuaria como intermediária financeira, recebendo grandes volumes de dinheiro por Pix e distribuindo recursos de forma a ocultar destinatários finais, com uso de empresas para dificultar o rastreamento.

A polícia aponta que o principal alvo seria o funcionamento de uma rede que integra valores de apostas com receitas artísticas. Identificadas formas de movimentação incompatíveis com faturamento declarado, com destino a aquisição de bens de luxo como veículos, imóveis e joias, segundo o relatório policial.

Os investigados foram presos temporariamente em 15 de abril e agora tiveram as prisões convertidas em preventivas. A defesa de Ryan SP afirma que o pedido é extemporâneo e questiona a necessidade da preventiva, enquanto a defesa de Poze do Rodo criticou a condução do caso.

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