Um grupo de servidores do INSS questiona as nomeações feitas pela nova presidente do instituto, Ana Cristina Viana Silveira. A discordância envolve a designação de substitutos para cargos de direção, anunciada nesta semana.
Segundo a justificativa apresentada ao R7 Planalto, Leonardo Silva Bittencourt foi indicado como substituto eventual de Diretor de Benefícios e Relacionamentos com o Cidadão, enquanto Aruana Espíndola e Marcelo Genu Beserra foram apontados para o cargo de Diretor de Tecnologia. Todos os nomes teriam relação com o INSS, mas não com o regimento interno.
A presidente Assumiu com o objetivo de valorizar os servidores, conforme apuração da coluna. No entanto, críticos afirmam que os indicados atuavam no CRPS (Conselho de Recursos da Previdência Social), ligado ao Ministério da Previdência Social, e não no INSS de forma exclusiva.
Defesa do INSS sustenta que os servidores citados pertencem ao órgão. O órgão afirma que Leonardo Silva é técnico do seguro social desde 2003, com especialização em Direito Previdenciário, e que atuava como presidente de Junta no CRPS, órgão da Previdência Social.
Sobre Aruana Espíndola, o INSS diz que ela é técnica desde 2004 e não estava cedida a outro órgão. Ação relatada envolve atuação no CRPS como chefe de Tecnologia e Informação, coordenando o projeto de uma nova plataforma de análise de recursos integrada ao INSS.
Após questionamento do R7 Planalto, o Ministério da Previdência publicou no Diário Oficial da União a dispensa de Leonardo e Aruana do cargo de conselheiros no CRPS. Em seguida, eles foram designados a cargos menores dentro das próprias diretorias, onde assumiriam como diretores substitutos.
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