Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Polícia Civil investiga infiltração do PCC em prefeituras de São Paulo

Polícia Civil investiga infiltração do PCC em prefeituras de São Paulo; bloqueio de mais de R$ 500 milhões e quatro presos em operação que mira núcleo político da facção

Polícia Civil investiga suspeita de infiltração do PCC em prefeituras de São Paulo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
0:00
Carregando...
0:00

A Polícia Civil investiga a possível infiltração do PCC em prefeituras de São Paulo. Quatro pessoas foram presas nesta segunda-feira (27) durante a operação, que cumpriu 4 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em sete cidades do estado, além de pontos em Goiás, Paraná e Brasília.

A investigação aponta a criação de um núcleo político dentro da facção para atuar junto a prefeituras e influenciar decisões administrativas. Segundo a Polícia Civil, o PCC tentou lançar candidatos nas eleições municipais de 2024 com o objetivo de favorecer a organização criminosa.

A ação teve início antes do amanhecer, com buscas no apartamento de Thiago Rocha de Paula, ex-vereador de Santo André, eleito suplente pelo PSD. Rocha de Paula é apontado como ligado a um chefe do PCC na região e teve papel na operação que autorizou um pouso de helicóptero no Palácio dos Bandeirantes, em 2022.

Operação e alvos

A investigação também envolve o 4TBank, financeira indicada como ligada ao PCC para lavagem de dinheiro e financiamento do tráfico. A Justiça bloqueou mais de R$ 500 milhões em contas e bens vinculados às pessoas e às empresas sob suspeita.

Entre os presos está João Gabriel de Melo Yamawaki, operador do 4TBank, que já estava preso desde março de 2026 por tráfico de drogas. A polícia afirmou que Yamawaki era responsável por ocultar recursos do PCC por meio do sistema financeiro.

A polícia descreveu que a rede contava com contatos na administração municipal, no secretariado e em vínculos com gestores para influenciar decisões públicas e facilitar o desvio de recursos. A investigação busca mapear até onde a infiltração chegou e proteger o Estado brasileiro da presença criminosa.

De acordo com o delegado Fabrício Intelizano, da Delegacia de Entorpecentes de Mogi das Cruzes, a rede utilizava estruturas administrativas para lavar dinheiro dentro das próprias prefeituras, o que inclui o uso de bancos para recebimento de tributos em determinadas cidades. Intelizano ressaltou que a apuração segue para confirmar o alcance da infiltração.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais