A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) investe em maior exposição nas redes, com conteúdos que mostram a agenda política e a rotina familiar do senador. A ofensiva busca apresentar o candidato de forma mais próxima aos eleitores.
O objetivo da estratégia é reduzir a rejeição, que, segundo levantamento Nexus/BTG Pactual divulgado na segunda-feira (27), permanece em 48%, igual ao índice de Lula (PT). Segundo a equipe, diminuir esse percentual até o início oficial da campanha, em agosto, seria decisivo para o funcionamento da disputa.
Conteúdos veiculados destacam Flávio como o mais responsável entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e sinalizam uma postura mais conciliadora, inclusive em relação a alianças com antigos adversários, como o senador Sérgio Moro, segundo a operação de comunicação da pré-campanha.
Avaliação de especialistas
O estrategista Antonio Lavareda afirma que ampliar a exposição pública é uma aposta de alto risco, ainda mais com cinco meses até o primeiro turno, tempo suficiente para respostas rápidas dos oponentes. Ele cita o recente episódio envolvendo o PT, em que adversários questionaram o posicionamento de Flávio.
Dados de pesquisas indicam que Flávio herdou parte da rejeição do pai, o que complica mudanças de percepção. Para Lavareda, a melhor linha de comunicação pode ser manter a mensagem simples e evitar ataques explícitos, diante do cenário atual.
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