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Ciro Nogueira diz que eleição de 2026 será decidida pela rejeição

Ciro Nogueira afirma que eleição de vinte e seis será decidida pela rejeição, em pleito polarizado entre Lula e Bolsonaro e sem espaço para terceira via

Foto: Iara Morseli/Divulgação/Esfera Brasil
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Durante um painel promovido pelo Esfera Brasil na noite desta segunda-feira (27), lideranças políticas discutiram o cenário para 2026, com foco em polarização, economia, segurança pública e reformas institucionais. Os convidados foram Ciro Nogueira, presidente do Progressistas; Renata Abreu, presidente do Podemos; e Paula Corradi, presidente do PSOL. O debate foi marcado por avaliações sobre o futuro eleitoral e as dificuldades econômicas do país.

Ciro Nogueira afirmou que não enxerga espaço para uma terceira via enquanto Lula e Bolsonaro permanecerem como forças centrais. O senador destacou que a eleição tende a seguir polarizada, cabendo ao candidato que conseguir dialogar com o eleitor moderado um papel decisivo.

Eleição de 2026 pode ser definida por rejeição, segundo Nogueira. O congressista ressaltou que, para vencer, o candidato precisa adotar um discurso mais amplo e evitar posições extremistas. Também sinalizou que Flávio Bolsonaro tem potencial, desde que não abrace a extrema-direita.

Renata Abreu defendeu alianças programáticas em vez de pactos puramente ajustados. Ela argumentou que o ambiente atual favorece alinhamentos com base em propostas, não apenas em interesses partidários, e que a coerência ideológica passou a ser cobrança da sociedade.

Paula Corradi ampliou o leque de interlocutores do PSOL, sugerindo diálogo com empresários sobre desenvolvimento, soberania, indústria e transição climática. A presidente do PSOL afirmou que é possível construir pontes para transformar o desenvolvimento nacional, desde que haja diálogo com diferentes setores.

O grupo comentou avanços na legislação de combate a facções criminosas, com avaliação de que o Congresso aprovou medidas relevantes para o enfrentamento do crime organizado. A expectativa é de maior efetividade na atuação contra facções.

Outro tema discutido foi a jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Nogueira questionou o custo econômico de mudanças nessa pauta, enquanto Renata Abreu defendeu equilíbrio entre qualidade de vida e geração de empregos. Paula Corradi afirmou que a redução pode promover relações de trabalho mais saudáveis.

O endividamento das famílias também apareceu na conversa. Os participantes consideraram que renegociações ajudam, mas são medidas paliativas diante de um problema estrutural. O Desenrola 2 foi citado como ferramenta insuficiente por Ciro Nogueira.

Sobre o STF, Ciro Nogueira defendeu reforma institucional e maior transparência no uso de recursos públicos. Renata Abreu destacou a necessidade de debate equilibrado e racional, sem emoção. Paula Corradi elogiou o papel do tribunal, ao mesmo tempo que pediu avanços em ética e transparência.

Ao longo do encontro, ficou claro que reformas do Estado, custos públicos e eficiência institucional devem guiar a agenda política nos próximos meses, com foco em propostas que conciliem desenvolvimento, equilíbrio fiscal e governança.

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