Nos aliados do governo, o recuo na indicação de Jorge Messias ao STF pode causar efeito cascata. Eles acreditam que não seria apenas Lula nem Messias os derrotados caso o Senado rejeite a nomeação. A leitura é de ampla repercussão institucional.
A avaliação é de que o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, perderia legitimidade. O revés seria visto como rompimento com o Executivo e com boa parte da Suprema Corte, que apoiou a indicação. A percepção é que o ambiente ficaria mais tenso.
Parlamentares dizem ainda que o presidente da Casa pode sentir pressão para demonstrar boa-fé, buscando um gesto que favoreça a aprovação. A expectativa é de que haja busca por equilíbrio para evitar desgaste político.
Contexto político
Para aliados, a abstinção ou apoio a Messias depende de, entre outros fatores, o papel do presidente Lula na estratégia de eleições em outubro. Amapá, região para onde Alcolumbre direciona foco, também entra na avaliação de alianças.
Alcolumbre não escondeu insatisfação com a indicação de Messias. O líder desejava indicar o colega Rodrigo Pacheco, hoje no PSB, para o STF. Os dois chegaram a se encontrar recentemente na casa do ministro Cristiano Zanin, do STF.
O encontro, ocorrido na véspera de sabatina, foi visto como indicativo de negociação informal. A última semana acelerou o debate sobre lealdades entre o Palácio do Planalto e o Senado, com impactos potenciais para votações futuras.
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