A Justiça Federal de São Paulo condenou o presidente do PSTU, José Maria de Almeida, a dois anos de prisão pelo crime de racismo. A pena foi convertida em serviços à comunidade e multa, com regime aberto. A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal Federal, sob a assinatura do juiz Massimo Palazzolo.
A decisão indica que Almeida incitou violência contra judeus em discurso realizado durante um ato pró-Palestina em 22 de outubro de 2023, na Avenida Paulista. O trecho analisado foi divulgado no perfil oficial do PSTU nas redes sociais.
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) acionaram o Ministério Público Federal, que apresentou a denúncia por discurso de ódio com teor discriminatório.
Recurso e próximos passos
O PSTU informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A decisão ressalta que a conduta causou danos à comunidade judaica em contexto de acentuada polarização política. O partido nega que críticas ao sionismo equivalam a ataque ao povo judeu.
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