Donald Trump voltou a atacar o papa Leão 14, alegando que o pontífice é fraco na política externa e leniente com o crime. Também publicou uma imagem gerada por IA que o mostrava com traços religiosos; depois apagou a postagem.
A reação ao episódio chegou de católicos conservadores nos EUA, que criticaram a atitude do ex-presidente. A crise expõe o atrito entre Trump e parte da base religiosa que o apoiou em eleições anteriores.
Leão 14, eleito há pouco mais de um ano, é visto como conservador nos costumes e não se coloca como antagonista de práticas litúrgicas tradicionais. Diferente de Francisco, não tem perfil progressista intenso na agenda pública.
O arranjo entre Trump e a Igreja Católica, que já se consolidou na expectativa de apoio conservador, passou a enfrentar um desafio com o novo pontífice. O próprio Trump tentou associar Leão 14 à esquerda radical, sem sucesso claro.
Contexto político
Paralelamente, a administração de Trump aproxima-se dos católicos conservadores, tornando essa aliança uma marca do governo. Vance, Rubio e Kennedy Jr., ambos católicos conservadores, aparecem como figuras influentes nesse campo.
Líderes católicos conservadores reagiram às ações de Trump. Bispo Robert Barron pediu desculpas ao papa; Bill Donohue classificou a imagem de IA como extremamente ofensiva. O arcebispo Paul Coakley comentou estar desalentado com a situação.
Essa dinâmica criou uma tensão pública: Trump reforça a imagem de antagonista diante de Leão 14, ao mesmo tempo em que busca manter o apoio da base religiosa. A relação entre a Casa Branca e a hierarquia católica fica mais complexa.
Trump chegou a publicar imagens seus perseguindo a figura de Leão 14, numa tentativa de ocupar o espaço de liderança religiosa para sua base. Assim, o confronto com o papa gera desdobramentos na comunicação e na estratégia eleitoral.
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