Sergio Moro acusou mudança na CCJ do Senado como manobra para viabilizar a aprovação da indicação de Jorge Messias ao STF. O episódio ocorre em meio à sabatina prevista para quarta-feira, 29, e envolve governo federal, oposição e o atual senador pelo Paraná.
A denúncia foi feita por Moro em publicações nas redes sociais, onde afirmou ter sido retirado da Comissão de Constituição e Justiça. Segundo o senador, Renan Filho, do MDB de Alagoas, substituiu-o no colegiado. Ele classificou a troca como tentativa de facilitar a confirmação do indicado.
A sabatina de Messias, atual advogado-geral da União, é a etapa que antecede a votação no plenário. Ele precisa do apoio da CCJ para seguir ao plenário, onde depende de maioria simples para aprovação.
Mudança na CCJ e objetivo do governo
Bastidores indicam que Messias teria ao menos 13 votos favoráveis na CCJ, número próximo da maioria simples de 27 membros. O Palácio do Planalto busca ampliar esse placar para ampliar a segurança da aprovação no colegiado.
Ainda na CCJ, o governo estima ter cerca de 45 votos favoráveis na comissão, mas trabalha para chegar a 50 para reduzir riscos de derrota. A estratégia envolve mobilizar aliados e ampliar a base de apoio.
Mesmo com a possível vitória na CCJ, a votação final depende de 41 votos no Senado, em 81 senadores. Moro afirmou que manterá o voto contrário no plenário, independentemente do resultado da etapa inicial.
A articulação política segue com a proximidade da sabatina, em um cenário de mobilização de diferentes alas do Senado. A avaliação interna é de que cada voto pode decidir a tramitação da indicação de Messias.
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