O apresentador Jimmy Kimmel voltou a atrair a cobrança da Casa Branca após debochar do jantar de correspondentes de Washington, realizado no fim de semana. Donald Trump e Melania Trump criticaram a comediante por usar retórica considerada violenta contra o governo em um programa exibido na quinta-feira anterior ao evento.
Kimmel abriu o programa com uma paródia sobre o jantar, na qual ele comentou a ausência de um comediante na edição. A crítica veio acompanhada de uma resposta da dupla presidencial em redes sociais, que afirmou que a piada traz incitação à violência e preocupação com a responsabilidade da emissora.
Melania Trump reagiu publicamente, chamando Kimmel de covarde e afirmando que ele se esconde por trás da ABC, do Disney Group. A primeira-dama disse que a retórica usada pelo humorista tende a dividir o país e que suas palavras agravaram a polarização política.
Ataque no jantar da Casa Branca
Logo no início do jantar anual, Cole Tomas Allen, de 31 anos, tentou invadir o evento e abriu fogo contra seguranças, provocando evacuação do local. O evento contou com a presença de várias equipes de imprensa que registraram a ocorrência.
Trump, Melania, o vice-presidente JD Vance e sua esposa, Usha Vance, foram retirados por agentes do serviço secreto. Allen, mecânico e desenvolvedor de jogos, foi contido pela segurança. O atirador portava uma espingarda, uma pistola e facas, e havia enviado cartas críticas a Trump antes do ataque.
A polícia informou que a investigação aponta para que o atirador tenha agido sozinho. Ele passou pela primeira audiência de custódia na segunda-feira. O jantar foi adiado e remarcado para maio.
Resposta de Kimmel
No fim do fim de semana, Kimmel afirmou em seu monólogo que a piada não fazia referência a violência política e tratava de diferenças de idade entre os Trumps. O apresentador ressaltou o direito à liberdade de expressão, conforme a Primeira Emenda.
Kimmel acrescentou que não houve pedido de assassinato e questionou a lógica de demissão apenas por uma piada. Também sugeriu que a família presidencial deveria discutir o tema com mais cautela, sem apontar culpados.
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