Pouco antes de o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse a Jaques Wagner, líder do governo, que a decisão seria uma derrota de oito votos. A previsão foi feita no plenário nesta quarta-feira (29).
A sessão resultou na rejeição da nomeação por 42 votos contrários e 34 favoráveis, uma diferença exata de oito votos. O resultado marcou um revés histórico para o governo, já que o Senado nunca havia barrado uma indicação ao STF em 132 anos.
A indicação de Messias, apresentada pelo governo, enfrentou resistência de senadores da oposição, de independentes e também de alguns aliados, com críticas à atuação no governo e à aparente independência para ocupar a vaga no STF. Mesmo com aprovação na CCJ após mais de oito horas de sabatina, não houve apoio suficiente no plenário.
Votação no Senado
Ao longo dos meses, o tema provocou intensas discussões sobre qualificações e imparcialidade, com justificativas apresentadas por aliados e adversários. O plenário seguiu a tendência de alinhamento entre blocos, sem que a base alcançasse a firmeza necessária para consolidar o nome no tribunal.
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