O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 29, uma imagem de Cole Tomas Allen, suspeito de tentar atirar durante um jantar com a presença de o presidente Donald Trump, no último sábado, 25. A foto mostra Allen em uma selfie tirada no espelho, em quarto de hotel, com várias armas junto ao corpo, além de uma faca dentada e uma sacola com munição.
Os promotores destacaram que a selfie foi tirada por volta das 20h03, horário local. Em seguida, Allen acessou sites para acompanhar a cobertura do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e confirmar se Trump estava presente, segundo o documento do DOJ.
Depois, Allen desceu as escadas em direção ao salão de baile, retirou um casaco preto que escondia uma espingarda de bombeamento e passou por detector de metais, segurando a arma com as duas mãos. Ele trocou tiros com as autoridades e foi neutralizado pelo Serviço Secreto. O atirador não entrou no salão, de acordo com as autoridades.
Trump informou, em coletiva na Casa Branca, que um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas protegido por colete à prova de balas. O agente foi levado a um hospital e não houve outros feridos, conforme o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.
Allen, de Torrance, Califórnia, deverá responder pela tentativa de assassinato de Trump, além de dois crimes federais relacionados ao uso de arma de fogo. A acusação pode render pena de prisão perpeta, caso haja condenação. As demais acusações preveem penas máximas de 10 anos.
Motivações e status processual
Autoridades investigam um texto atribuído a Allen que sugere motivação política e indignação com ações do governo. O bilhete indica que integrantes do governo seriam alvos prioritários, incluindo o diretor do FBI, Kash Patel, segundo o documento apresentado ao acusado pelo juiz federal Matthew J. Sharbaugh.
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