O Dia do Trabalhador terá atos em todo o país para pedir o fim da escala 6×1. Sindicatos defendem a redução da jornada sem corte de salário. O movimento ocorre nesta sexta-feira, 1º de maio, em várias cidades do Brasil.
Entre os estados envolvidos estão Sergipe, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará, Goiás, Maranhão, Santa Catarina, Alagoas, Piauí, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A CUT afirma que o objetivo é ampliar o diálogo com a população e fortalecer a organização da classe trabalhadora.
No front político, o governo enviou ao Congresso um projeto com redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, com 45 dias para votação. A proposta dialoga com as mobilizações de rua.
Comissões e propostas no Congresso
Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta instalou uma comissão especial para analisar a PEC da redução da jornada. O colegiado deve discutir duas propostas: 1) reduzir de 44h para 36h semanais em 10 anos; 2) instituir uma semana de 4 dias, com até 36 horas. A votação no Plenário ocorrerá se aprovada pela comissão.
A tramitação das propostas ocorre em meio ao debate sobre ajustes sem reduzir salários, alinhando-se a pautas trabalhistas. As comissões devem ouvir especialistas, trabalhadores e empregadores para fundamentar o parecer.
Pautas dos trabalhadores
Além da jornada, sindicatos discutem a pejotização e a precarização, o fortalecimento da negociação coletiva e o direito de negociação para servidores públicos. Também entra em pauta a regulamentação do trabalho por aplicativos, com proteção social.
A mobilização busca unir a luta por jornada mais humana com outras pautas estratégicas da classe trabalhadora, visando reduzir desigualdades e ampliar direitos. A atuação envolve sindicatos, trabalhadores e movimentos sociais em todo o país.
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