O nome de Jorge Messias, advogado-geral da União e indicado por Lula para ocupar uma cadeira no STF, foi aprovado pela CCJ do Senado nesta quarta-feira. A sabatina segue para votação no plenário.
Na comissão, Messias recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários. Para ser confirmado, ele precisa do apoio de ao menos 41 senadores; a base atual soma 45 parlamentares. A expectativa é de que o plenário endosse a indicação, mesmo que com margem estreita.
O anúncio ocorreu na presença de apoiadores do governo. O ministro da Defesa, José Múcio, acompanhou Messias e o classificou como um bom nome ao STF. Além dele, outras figuras ligadas ao governo Lula marcaram presença ao longo do dia, entre elas parlamentares e dirigentes partidários.
Sabatina
Durante mais de oito horas de sabatina, Messias defendeu sua trajetória e destacou a importância da vida evangélica e da posição contrária ao aborto. O advogado-geral ressaltou a necessidade de aperfeiçoar o STF para fortalecer a credibilidade da Corte. Enfatizou a defesa de decisões coletivas.
Em relação aos temas em pauta no STF, Messias evitou indicar posições diretas sobre questões como o julgamento dos motoristas de aplicativo e o marco temporal de terras indígenas. O indicato não antecipou votos, mas afirmou compreender os temas em análise.
Perspectivas políticas e próximos passos
Sobre a eventual anistia a condenados do 8 de Janeiro, Messias comentou que tal decisão seria política e caberia ao Congresso, sem requerer posicionamento próprio. A expectativa é de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, possa receber Messias antes da votação no plenário.
Entre na conversa da comunidade