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Governo e oposição repercutem rejeição de Messias ao STF

Indicação rejeitada para o STF representa derrota política ao governo; relação com o Congresso permanece estável, sob pressão eleitoral

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O governo e a oposição repercutiram a rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do STF nesta quarta-feira (29). Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que a relação entre Executivo e Legislativo permanece inalterada, independentemente do resultado da sabatina.

Segundo Randolfe, Messias cumpria os requisitos para o cargo, mas a indicação foi rejeitada por razões políticas, não por falhas do indicado. A votação contou com 42 votos contrários a 34 favoráveis.

A nomeação de Messias foi a terceira feita por Lula neste governo e ocorreu após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, anunciada em outubro de 2025. Randolfe acredita que o pleito foi influenciado pela proximidade do período eleitoral.

Derrota

O senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação, classificou o resultado como derrota do governo e afirmou que Lula não deve apresentar um substituto de imediato. Weverton disse que não haverá discussão de nomes por ora.

Para o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição representa uma derrota do presidente Lula e da credibilidade de sua articulação política. Marinho destacou que a avaliação é sobre o que Messias representa no momento.

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), votou a favor de Messias e enfatizou que cada senador decidiu livremente. Alencar expressou solidariedade ao indicado e considerou Messias um servidor público brilhante.

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