O senador Camilo Santana (PT-CE) pediu ao presidente Lula para adiar a votação da indicação de Jorge Messias ao STF. O alerta foi feito na terça-feira, 28, um dia antes da sabatina da CCJ. Lula manteve a indicação, mesmo com o cenário apontado pelo ex-ministro.
Santana, ex-ministro da Educação e coordenador da campanha de Lula, disse que não havia margem de segurança para aprovar Messias. A solicitação visava evitar derrota no Senado diante da resistência existente.
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Senate, também era visto como entrave à aprovação. Relator Weverton Rocha (PDT-MA) havia estabelecido um piso de votos antes da sabatina.
Desdobramentos da sabatina
Na CCJ, a avaliação sobre Messias se complicou ao longo do dia. Aliados do indicado passaram a prever aprovação no limite mínimo, com 41 votos. O plenário, contudo, terminou rejeitando Messias por 34 votos favoráveis e 42 contrários.
A rejeição representa marco histórico: não ocorria a recusa de um indicado ao STF há 132 anos. A votação foi realizada no Senado, após a sabatina na CCJ e deixou o governo sem a candidatura.
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