Durante a sabatina do Senado, o indicado ao STF, Jorge Messias, foi questionado por Sérgio Moro sobre sua tese de doutorado, que discorre sobre o impeachment de Dilma Rousseff. O momento ocorreu em Brasília, no plenário da Casa.
Messias respondeu que sua crítica ao episódio, ao qualificar como golpe, trata-se de uma visão política, não de uma desqualificação do processo institucional. Ele ressaltou o contexto acadêmico da pesquisa e o rigor metodológico utilizado.
O advogado-geral da União afirmou que a expressão não implica juízo sobre a legalidade do processo conduzido pelo Legislativo. Ele acompanhou Dilma Rousseff durante as sessões e esteve presente na defesa pública no Senado.
Contexto da sabatina
Messias lembrou que o impeachment foi presidido pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski, destacando que a leitura do termo golpe reflete uma crítica política, não uma avaliação jurídica do procedimento.
Ao final, o candidato reforçou que a análise apresentada em sua tese é, segundo ele, uma contribuição acadêmica dentro da liberdade universitária, sem fechar espaço para avaliações parlamentares.
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