Jorge Messias, advogado-geral da União e primeiro indicado ao STF a enfrentar rejeição pelo Senado em 132 anos, discursou nesta quarta-feira cercado de ministros do governo para falar sobre a derrota histórica. O plenário votou contra a sua indicação por 42 votos a 34, após meses de expectativa e tensão política.
O ministro afirmou ter enfrentado uma campanha de desinformação e ataques à sua imagem durante cinco meses de tramitação. Sem indicar nomes, confessou ter ficado com o sentimento de que houve uma promoção de pessoas por trás das investidas contra sua candidatura.
A decisão do Senado ocorreu em meio a disputas entre o Palácio do Planalto e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O governo queria que o Senado aprovasse o nome de Messias como ministro do STF, mas houve resistência e a rejeição acabou prevalecendo.
Messias destacou que recebeu apoio de 78 dos 81 senadores, ressaltando que o Senado é soberano e que faz parte do processo democrático aceitar o resultado. Ele afirmou estar em paz, reconhecendo a necessidade de seguir com a própria trajetória pública.
O ministro enfatizou que a rejeição não encerra sua carreira, lembrando ter servido por carreira no serviço público. Ao agradecer as orações e o apoio, ele reconheceu o impacto emocional do episódio, sem apontar responsáveis pelas pressões enfrentadas.
A candidatura de Messias contou com apoio de representantes do meio evangélico e de figuras públicas, incluindo o ministro André Mendonça, que expressou surpresa com o resultado e reconheceu a atuação do indicado. A análise sobre o episódio permanece em aberto entre os já anunciados desdobramentos políticos.
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