O advogado-geral da União, Jorge Messias, será sabatinado nesta quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A sessão ocorre em meio a pressão pela aprovação da indicação ao STF, com debates sobre aborto e o chamado Caso Master no foco. O governo mantém expectativa de, pelo menos, votos suficientes para avançar.
A gestão Lula intensificou a articulação, buscando consolidar apoio apesar de resistência interna. Um encontro de Messias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, provocou ruído, mas também serviu para medir o ambiente político. A reação de Alcolumbre foi pública, e o episódio expôs fissuras na coordenação.
Contexto político
Lideranças governistas reestruturaram a CCJ para reduzir a presença de críticos e ampliar aliados, movendo cadeiras de titulares e suplentes. A iniciativa é vista como essencial para controlar a sabatina e evitar desgastes. Jaques Wagner coordena a operação no Senado, com apoio de José Múcio e Geraldo Alckmin em diferentes frentes.
Temas em debate
A sabatina deverá abordar a atuação do STF, com foco em ativismo judicial e equilíbrio entre poderes. No centro das atenções está o Caso Master, envolvendo suspeitas sobre ministros, além do debate sobre aborto legal e pareceres da AGU que contestam normas do CFN.
Dinâmica da votação
A equipe do Planalto acredita ter piso para 41 votos, ainda que sem folga garantida. A estratégia inclui mobilização de apoio entre PSB, centristas e alas evangélicas, além de conversas com lideranças para fechar o placar. O voto no plenário é secreto.
Preparação de Messias
Messias orientou uma postura de equilíbrio durante a sabatina, evitando confrontos diretos com ministros do STF. A meta é enfatizar ética e moderação, destacando a atuação à frente da AGU como base técnico-profissional para a indicação.
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