Messias teve a indicação para o STF rejeitada pelo Plenário do Senado na última terça-feira, após a sabatina na CCJ. A votação foi secreta e resultou em 42 votos contrários, 34 a favor e uma abstenção. A escolha caberia ao presidente Lula.
O resultado ocorreu sem a presença de Messias no Plenário, que acompanhou a votação de longe. A decisão arquiva a mensagem de indicação enviada ao STF e exige que o presidente envie outro nome para a vaga deixada por Luis Roberto Barroso.
O Senado aprovou, mais cedo, a indicação de Messias na CCJ por 16 votos a 11. A admissibilidade na CCJ não garantiu o aval definitivo, que dependeu da votação no Plenário.
Messias atuava como advogado-geral da União e é a terceira indicação do governo Lula ao STF neste mandato, antes dele tendo sido aprovados Cristiano Zanin e Flávio Dino. O novo nome deverá passar por nova sabatina e votação no Senado.
A Sabatina na CCJ manteve posicionamento de Messias contra o aborto e críticas a decisões do STF que, segundo ele, impactariam a institucionalização da Corte. A divergência ideológica não impediu a avaliação, segundo membros da CCJ.
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