Moro comemora rejeição de Messias ao STF pelo Senado. O placar ficou em 42 votos contra e 34 a favor, encerrando a indicação do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal. A decisão ocorreu nesta quarta-feira, 29 de abril, no Senado Federal.
A indicação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. A votação encerra a tentativa de Messias de integrar o STF.
O alvo da rejeição foi o conjunto de posições defendidas pelo governo, com a oposição liderada pelo senador Flávio Bolsonaro e a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para o resultado desfavorável.
Moro afirmou, sem travas, que a rejeição representa uma vitória da população e que o STF deve permanecer independente do Poder Executivo, vinculado apenas à lei e à Constituição. A alegação de independência foi ponto central da reação.
A derrota marca um marco histórico: a rejeição de uma indicação ao STF é incomum em 132 anos. O caso mais próximo ocorreu em 1894, com uma indicação que não se consolidou no Senado. O episódio sinaliza tensão entre Executivo e Legislativo no tema.
O resultado também reaviva a disputa sobre o papel do STF e as checagens políticas em nome da autonomia do tribunal, com debates que devem continuar no radar público e institucional.
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