Fabíola Rocha da Silva, ex-gerente de mercado de Porto Velho, foi condenada a 17 anos pelos atos de 8 de janeiro. Ela passou sete meses na Penitenciária Feminina do Distrito Federal e deixou o país em abril de 2024 para evitar retornar ao presídio, em meio a uma decisão judicial.
A moradora chegou à fronteira com a Argentina após um período de exílio autoimposto. Deixou o Brasil após ser incentivada pelos quatro filhos a buscar abrigo fora do país. O último reencontro com o filho mais novo ocorreu na porta de casa, antes de partir.
O filho de 17 anos faleceu em janeiro deste ano, quando já estava com passagem comprada para visitar a mãe. A partir de então, Fabíola passou a escrever uma carta pública ao Brasil, publicada originalmente no Bureau de Comunicação, em tom de protesto e pedido por justiça.
Contexto político
No texto, a exilada descreve a perseguição como algo que atingiu diretamente sua família. Ela cita opções entre prisão ou saída do país, e afirma que escolheu a vida fora do território nacional para não abandonar os filhos, apesar da dor de ficar sem eles.
O Congresso marcou para quinta-feira sessão que pode derrubar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, abrindo caminho para eventual redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. A carta reforça o clamor por avaliação de casos como o da exilada.
Fabíola relata sentir saudades, medo e profundas perdas pessoais. Amissão de retornar ao Brasil é descrita como impossível no momento, diante da distância imposta pela decisão judicial e pela condição de exilada. A história é apresentada como testemunho da experiência de uma mãe separada de seus filhos.
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