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Expectativas e traições marcam humilhação de Messias no Senado

Senado rejeita Messias ao STF por quarenta e dois a trinta e quatro, derrota histórica de Lula e forte papel de Alcolumbre na oposição

Messias recebe o abraço da mulher após ter o nome rejeitado em plenário - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira, a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o STF. A sabatina durou cerca de oito horas e recebeu elogios do governo pelo tom conciliador. A votação ocorreu no plenário da Casa, ainda durante o dia.

Após a aprovação na CCJ, o clima parecia favorecer a indicação no plenário. O governo contava com apoio de base aliada para ampliar os votos, em especial após contatos com parlamentares. No entanto, a rejeição surpreendeu o Palácio do Planalto.

A avaliação entre lideranças é de que houve desgaste pela necessidade de negociar ao longo de semanas. Messias chegou a percorrer gabinetes de senadores com visitas de assessores e apoio de parte da base governista. A oposição também atuou de forma coordenada.

Rejeição no STF e desfecho

O resultado final ficou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, inviabilizando a nomeação. A rejeição marca a primeira derrota de um indicado de Lula no Senado, histórico que contrasta com a expectativa de aprovação no início da sabatina.

Entre os derrotados, a atuação de Davi Alcolumbre (UB-AP), presidente do Senado, é apontada por parte das bancadas como fator decisivo para a tentativa de reverter votos ao governo. O episódio mobilizou também o MDB e o PSD, cujos parlamentares teriam variado entre lealdade e interesse político.

A derrota oficializa a necessidade de o Planalto indicar outro nome para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Lula deverá apresentar nova indicação ao Senado, que reenquadra as negociações e o equilíbrio entre Executivo e Legislativo.

Messias, sem mencionar diretamente nomes, afirmou que a história não termina e dedicou-se a conversar com autoridades. Com o desfecho, o Senado reforça o papel de avaliar pessoalmente as indicações ao STF e o governo, a ajustar estratégias para futuras propostas.

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