A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou repercussão internacional. A indicação foi aprovada pela CCJ após sabatina em 29/4, mas recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis no plenário.
Após a sabatina, o Senado não confirmou Messias para substituir Barberão no STF, o que deixa a vaga em aberto. A decisão ocorre em meio a tensões entre o governo e o Legislativo e em uma fase de mobilização política de Lula.
Reação internacional
O jornal espanhol El País destacou que o Senado impôs uma derrota histórica a Lula e viu sinais de alerta para sua capacidade de articulação. O diário argentino Clarín considerou a rejeição uma derrota para Lula e vitória da oposição, liderada por Flávio Bolsonaro.
A Associated Press veiculou que o Senado desferiu um golpe político a Lula e citou dúvidas de parlamentares sobre o respaldo ao indicado. Textos da AP foram republicados por veículos como Washington Post e ABC News.
A agência Bloomberg apontou que a indicação buscava ampliar apoio entre evangélicos e que a derrota pode aumentar tensões com o Legislativo, dominado por aliados de Bolsonaro. A Reuters informou que houve esforço de lobby para aprovar Messias, sem sucesso.
A Reuters ainda observou que Lula tentou alianças amplas, buscando apoio de senadores de várias correntes para destravar a sabatina da corte. A agência também destacou que Messias, batista, poderia atrair o segmento evangélico, que representa cerca de 27% da população.
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