O plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), aprovada anteriormente pela CCJ. O episódio marca a primeira rejeição a um candidato ao STF em 132 anos, desde 1894. A votação impede a nomeação do advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Lula permanece com as indicações já anunciadas de Zanin e Dino.
A rejeição acontece após Messias ter obtido aprovação na CCJ, mas não no plenário. Com o resultado, o foco do governo passa a ficar nas duas indicações já efetivadas por Lula para o tribunal: Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Cristiano Zanin, o primeiro nomeado
Antes da tentativa com Messias, o nome escolhido por Lula foi Cristiano Zanin. Advogado pessoal do presidente nas ações da Lava Jato, ele teve atuação relevante na anulação de condenações e na restauração de direitos políticos de Lula. Zanin ocupou a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, aposentado em 2023.
Flávio Dino, da política para a Corte
O segundo indicado foi Flávio Dino, ex-titular da Justiça e Segurança Pública. Dino, que tem carreira como governador do Maranhão, deputado federal e senador, assumiu a vaga aberta pela aposentadoria de Rosa Weber. Sua nomeação ampliou o perfil político e institucional da composição do STF.
O perfil do indicado rejeitado
Jorge Messias é procurador da Fazenda Nacional com longa atuação. Em 2016 ganhou notoriedade após divulgação de conversa com Dilma Rousseff, na qual a então presidente o mencionou com o apelido Bessias. Messias dirigia a AGU desde o início do governo.
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