Um jantar realizado na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, na terça-feira antecedeu a derrota de Jorge Messias no Senado e alimentou desconfianças de que Lula e aliados formaram uma frente para barrar a indicação do advogado-geral da União. A reunião contou com a presença de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e reuniu figuras do meio jurídico, do Ministério Público e da própria corte.
Segundo relatos, o encontro não teve como foco principal a votação de Messias, mas acabou envolvido em rumores sobre os desfechos do processo de indicação. O presidente do Senado foi visto em conversas privadas com Moraes, em tom que, segundo alguns presentes, sugeria uma estratégia para o desfecho do caso. O clima entre as lideranças acompanhou de perto a leitura política do momento.
Entre os convidados estavam figuras ligadas ao Ministério Público, ao STF e ao Judiciário, além de aliados de Lula e de Messias. Participaram ainda o ministro Gilmar Mendes, o procurador-geral Sarrubbo, o superintendente da PF Andrei Rodrigues e o ex-ministro Ricardo Lewandowski. Também estiveram presentes parlamentares e integrantes próximos a diferentes lados do debate.
Participantes do jantar
O encontro reuniu promotores e juristas próximos a Moraes e a Sarrubbo, com a presença de pessoas que mantêm vínculos com Lula. A presença de Cristiano Zanin e de Rodrigo Pacheco chamou atenção para o caráter aberto do evento, segundo relatos. A maior parte das falas teria se concentrado em assuntos institucionais e em gentilezas, não em uma pauta operacional de votação.
Versões sobre a pauta do encontro
Uma versão aponta que Alcolumbre já indicava ter votos suficientes para derrubar Messias, o que teria sido comunicado de forma informal a alguns presentes. Outra versão sustenta que a derrota já estava definida anteriormente e o jantar seria apenas uma coincidência de agenda, com Sarrubbo em Brasília na véspera de uma reunião oficial. Atualizações sobre o tema dependem de confirmações oficiais.
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