O Palanque de Lula em Minas Gerais ficou sob tensão após a rejeição de Messias pelo Senado. Messias, indicado a uma vaga no STF, foi derrotado por 42 votos a 34. A derrota expôs falhas na articulação petista e reacendeu a discussão sobre o apoio em Minas.
Aliados da(base) do governo passaram a apostar em Rodrigo Pacheco como peça-chave do palanque mineiro. O senador ainda não anunciou prioridade, e há desconfiança sobre o papel dele na disputa pelo Governo de Minas. Pacheco não se posicionou publicamente.
Interlocutores apontam que Davi Alcolumbre articulava votos contrários a Messias desde o início da semana, o que aprofundou a crise interna. Enquanto isso, Pacheco manteve encontros com Messias, elevando a percepção de tensões entre alianças internas.
Do lado do Planalto, o objetivo seria consolidar o palanque em Minas com Pacheco como possível candidato, dadas as vedetes da disputa. O PT trabalha com várias hipóteses para substituir ou acompanhar o nome de Pacheco no cenário estadual.
Entre aliados do PT, há quem questione a disposição real de Pacheco para disputar o governo. Num cenário de polarização, há quem veja risco de ele não consolidar um palanque alinhado ao Planalto, com impactos para as estratégias locais.
Em Minas, o PT analisa alternativas caso Pacheco recue. Nomes citados para compor a chapa incluem Reginaldo Lopes e Alexandre Kalil, embora Kalil já tenha mostrado apoio a candidaturas próprias. A filiação de Josué Gomes ao PSB mineiro também é monitorada.
Marília Campos nega que vá assumir o papel de candidato principal, reforçando o apoio a Pacheco. Petistas avaliam ainda usar uma tática para manter o palanque competitivo, sem abrir mão de um eixo de apoio a Lula.
A avaliação interna no PT é de que, independentemente de Pacheco, não há consenso sobre qual candidatura apresentará melhor desempenho no estado. Interlocutores destacam que a polarização entre petismo e oposição dificulta acordos estáveis.
A conjuntura mineira segue incerta. Mesmo com críticas a Alcolumbre, o apoio a Messias foi visto como essencial para a composição de alianças. A direção do PT não divulgou posição final sobre quem liderará o palanque em Minas.
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