O senador Portinho (PL-RJ) negou que haja aliança entre a oposição e o ministro Alexandre de Moraes na rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, em entrevista ao SBT News.
Portinho destacou que houve reação institucional do Senado na votação e afastou a hipótese de atuação conjunta com Moraes. Segundo ele, a derrota de Messias mostra sinais claros para o STF baixar a bola e distensionar o ambiente.
O senador afirmou que a estratégia da oposição foi construída semanas antes da votação, com o fechamento de questão para manter a unidade da bancada. A medida também seria uma forma de proteção política aos parlamentares.
Ele disse que a oposição já contava com cerca de 32 votos consolidados, reunindo PL, Novo, PP, Republicanos e independentes. A leitura é de que a base do governo ficou insatisfeita com a indicação.
Portinho afirmou ainda que não houve traição dentro da base aliada nem acordo político para barrar investigações. Afirmou que qualquer movimento foi de percepção de que a indicação não atendeu às expectativas do Senado.
Sobre o papel do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o senador disse que a atuação foi institucional e não houve acordo para bloquear investigações. A prioridade, segundo Portinho, foi derrubar o veto à dosimetria durante a sessão do Congresso.
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