O Senado rejeitou a indicação presidencial de Jorge Messias para o STF, em votação histórica realizada na noite de quarta-feira. Messias recebeu 34 votos, 7 a menos que os 41 necessários. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, afirmou que o resultado não configura caça às bruxas e que a atuação depende do presidente da República e do Senado.
Ele ressaltou que a atribuição de indicar nome para o STF é do chefe do Executivo, enquanto a sabatina e aprovação cabem ao Senado. Randolfe enfatizou a importância de manter o diálogo entre os poderes e rejeitou qualquer prática de retaliação institucional diante da derrota.
Sobre um áudio vazado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Randolfe minimizou o episódio, dizendo que vazamentos ocorrem e que as relações entre governo e Congresso devem seguir funcionando. As pontes entre as Casas devem permanecer abertas, segundo o senador.
Ao comentar a derrota, Randolfe afirmou que o governo aceita o resultado e não adotará tom confrontacional. Ele enfatizou que o país já teve vitórias e derrotas em votações, e que decisões não devem ser tomadas com hostilidade ou tentativa de golpe.
A oposição também foi alvo de críticas, especialmente em relação ao projeto de lei da dosimetria, que trata de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. Randolfe disse que o PL, segundo ele, busca proteger lideranças e criticou o posicionamento de membros do Senado.
Sobre declarações de Flávio Bolsonaro que teriam visto a possível derrubada do veto como vantagem, Randolfe respondeu que o colega deve manter foco em outros temas, incluindo o andamento de processos envolvendo questões como o caso Master e a rachadinha, além de eventuais perspectivas eleitorais.
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