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Teixeira diz que rejeição de Messias não indica fim do governo

Teixeira afirma que rejeição de Messias ao STF não sinaliza fim do governo; voto pode ter sido por outro motivo, segundo a AGU

Paulo Teixeira nega que rejeição de Messias seja um sinal do fim do governo Lula
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O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, em votação realizada na quarta-feira (29.abr.2026). A sabatina ocorreu antes da votação, com Messias apresentado pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado em 2025. A decisão encerrou a tentativa de emplacar o indicado.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que a rejeição não representa o fim do governo. Ele disse que o advogado-geral da União está “de alma tranquila” e elogiou a atuação de Messias na sabatina, destacando suposta alta competência. Teixeira observou que a decisão pode ter tido motivações distintas.

Segundo a ata, a rejeição foi de 42 votos contra 34, com 7 votos a menos que os 41 necessários. A votação ocorreu após aprovação na CCJ, por 16 a 11, em decisão anterior. Messias foi o primeiro nome a enfrentar rejeição do Senado em 132 anos.

O que vem a seguir

Teixeira sinalizou que pode haver indicação de outro nome para o STF e reafirmou que votará para manter o veto do PL da Dosimetria na sessão seguinte. A imprensa tem sido chamada a investigar se houve fatores diferentes do próprio Messias que influenciaram os votos.

Contexto histórico

A rejeição de Messias marca marco relevante na história do Senado, sendo o primeiro caso nos 132 anos de existência do STF em que um indicado não é aprovado. O último presidente a ter seu candidato rejeitado foi Floriano Peixoto, em 1894.

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