A Anthropic pretende ampliar o acesso ao Mythos, seu novo modelo Claude Mythos, para mais empresas e organizações. A iniciativa visa ampliar a proteção de software e sistemas, conforme a empresa já faz com cerca de 50 usuários nos EUA.
A expansão encontra resistência da Casa Branca, que sinaliza preocupação com a segurança de um sistema tão poderoso. O governo teme que mais usuários tornem o Mythos menos gerenciável e comprometam a defesa cibernética.
Segundo pessoas próximas ao assunto, a Anthropic planeja liberar o acesso a mais órgãos governamentais, além de clientes do setor privado. A discussão ocorre em meio a diálogo entre setor público e privado sobre inovação e segurança.
A Casa Branca confirma, por meio de um porta-voz, que busca equilíbrio entre promoção da inovação e medidas de segurança. O governo trabalha com empresas privadas para estabelecer salvaguardas para uso responsável da tecnologia.
Algumas agências já possuem acesso ao Mythos, incluindo departamentos do Tesouro e do Comércio. Informações indicam que essas entidades avaliam aplicações para reforçar operações e defesa cibernética internal.
A plataforma Mythos, anunciada pela Anthropic em 7 de abril, ganhou atenção internacional por detectar vulnerabilidades de software. Autoridades japonesas e europeias acompanham o tema, avaliando potenciais usos para proteção de infraestruturas.
A Anthropic tem enfrentado atritos com o governo americano, especialmente com o Departamento de Defesa, em temas de política de inteligência artificial. Em 17 de abril, o CEO Dario Amodei se reuniu com Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, para discutir o relacionamento e o Mythos.
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