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Decisão da Suprema Corte pode reduzir representação de negros e latinos

Suprema Corte reduz uso da Lei dos Direitos de Voto, potencialmente diminuindo a representação de negros e latinos e favorecendo republicanos

As pessoas votaram durante a votação antecipada para a eleição geral dos EUA na Galeria de Arte do Museu da Universidade de Michigan em Ann Arbor, Michigan, em 31 de outubro de 2024.
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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu limitar o uso de um dos dispositivos da Lei dos Direitos de Voto, criado para reduzir a discriminação racial no desenho de distritos eleitorais. A medida pode reduzir a proteção de minorias na representação política. A decisão ocorreu na quarta-feira, 29, em Washington.

A regra contestada permitia questionar mapas que diminuíssem o poder político de eleitores negros ou latinos. O caso envolve o estado da Louisiana, que ganhou um segundo distrito com maioria negra após o censo de 2020. O redesenho foi alvo de litígio até chegar à Suprema Corte.

A decisão foi proferida pela maioria conservadora, com 6 votos a 3, influenciada pelas indicações do ex-presidente Donald Trump. A Corte passou a entender que o uso de critérios raciais na definição de distritos pode ser inconstitucional.

Repercussões e leitura dos analistas

Juíza Elena Kagan, em voto dissidente, afirmou que a decisão enfraquece a proteção eleitoral de minorias. Ela destacou que a Corte teria tornado mais difícil provar discriminação intencional em redesenhos.

Analistas destacam que o veredito pode permitir que estados republicanos redesenhem mapas sem garantir presença de minorias. A mudança pode afetar o equilíbrio político em câmaras estaduais e no Congresso.

Panorama político

Especialistas apontam que a decisão pode influenciar disputas nacionais, incluindo eleições de meio mandato. Distritos com maioria de eleitores negros ou latinos costumam favorecer o Partido Democrata, oponente de Trump.

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