A rejeição do nome de Jorge Messias para o STF reacendeu a relação entre Executivo e Congresso e teve reflexos na Bahia. A derrota do indicado expõe a atuação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, em um ano-chave para o PT no estado. O episódio também acende debates sobre articulação política.
No plano federal, a queda do indicado ocorreu no plenário, após expectativa de votos entre 42 e 45. O placar final foi de 34 votos, bem abaixo do necessário. Governistas veem o episódio como indicador de fragilidade estratégica em Brasília.
A repercussão na Bahia envolve desgaste do governador Jerônimo Rodrigues e a disputa local contra ACM Neto. Politólogos destacam que o desfecho terá impacto menor nas urnas, mas pode influenciar o tom das discussões políticas no estado.
Corrida eleitoral
A Quaest divulgou pesquisa sobre o governo da Bahia, com dois cenários de 1º turno. Em ambos, ACM Neto e Jerônimo Rodrigues aparecem empatados dentro da margem de erro.
Para o Senado, o levantamento aponta Rui Costa (PT) com 24% e Jaques Wagner (PT) com 22% (ambos como candidatos), seguidos por João Roma (PL) com 9% e Angelo Coronel (Republicanos) com 6%.
A sondagem ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril, com margem de erro de 3 pontos percentuais e confiança de 95%. O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos.
Entre na conversa da comunidade