Cerca de mil pessoas participaram de um ato de 1º de Maio na Praça Roosevelt, em São Paulo, contra a atual gestão do Congresso. O protesto mobilizou integrantes da esquerda sindacalista e de movimentos sociais, com início por volta das 9h.
No evento, o tom foi crítico ao Legislativo, após derrotas recentes ao governo de Lula no Congresso. O Senado rejeitou, na quarta-feira, a indicação de Jorge Messias ao Supremo e, na quinta, derrubou vetos ao PL da Dosimetria, abrindo caminho para reduzir penas de condenados por tentativa de golpe.
O lema Congresso inimigo do povo predominou entre faixas e discursos. Líderes de esquerda destacaram bandeiras do fim da escala 6×1 e ataques a políticos que, segundo eles, dificultam ações do governo.
Diversas lideranças políticas discursaram no palanque, entre elas Marina Silva e Sônia Guajajara, além da deputada Érika Hilton, autora de proposta que extingue a escala 6×1. Elas defenderam participação popular e mudanças no poder público.
Os organizadores também criticaram a atuação dos chefes da Câmara e do Senado na condução de votações e votações sobre a dosimetria, segundo relatos da região central da capital.
A pauta eleitoral de 2026 também ganhou espaço. Ao longo do ato, houve chamamentos para uma frente ampla da esquerda, visando a reeleição de Lula e a eleição de Haddad para o governo de São Paulo, com críticas ao atual governador, Tarcísio de Freitas, a quem imputaram responsabilidades por operações de segurança que provocaram mortes no litoral.
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