O senador Flávio Bolsonaro negou ter acertado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um acordo para enterrar a CPI do Master. A afirmação foi feita por meio de uma nota divulgada pela equipe do parlamentar nesta sexta-feira.
Segundo o texto, Flávio repudia qualquer entendimento com o ministro Alexandre de Moraes e afirma que não houve acordo para barrar a CPMI do caso Master. A nota atribui a tentativa de associação a boatos sem qualquer fundamento.
A oposição não conseguiu pressionar pela instalação da CPMI, ainda que tenha o número mínimo de assinaturas. O presidente do Senado, Alcolumbre, conduziu a resistência para marcar a sessão conjunta.
Contexto da tramitação mostra que, quando a CPI mista tem as assinaturas, o presidente do Congresso precisa ler o requerimento na sessão subsequente. Aliados indicaram que Alcolumbre não sinalizou marcar a sessão.
O impasse beneficia a manutenção do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que reduz a pena de Bolsonaro e de outros condenados por tentativa de golpe. A oposição sustenta a necessidade de apuração, enquanto a cúpula do Congresso evita novas repercussões.
Flávio afirmou que o PT dificulta a instalação da CPMI ao não assinar o requerimento, segundo a nota divulgada. Cabe à oposição defender o avanço das investigações e a responsabilização dos envolvidos, segundo o texto.
A movimentação política envolve ainda a relação de deputados e senadores com Daniel Vorcaro, dono da instituição Master liquidada pelo BC. O tema tem repercussões sobre o ambiente do Congresso.
O acordo para analisar o veto sem a leitura da CPMI foi considerado possível após a confirmação de uma sessão do Congresso há cerca de três semanas, concomitante à sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para o STF, que foi rejeitada.
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