O governo de Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a pressão sobre o Congresso para votar o fim da escala 6×1 antes das eleições. Atos em São Paulo e no Rio de Janeiro, no 1º de Maio, mobilizaram trabalhadores e entidades pela redução da jornada, sem perda de salário.
A ideia, defendida após duas derrotas legislativas recentes — a indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da dosimetria — é retomar fôlego político. O Planalto propõe uma jornada de 40 horas semanais, com pelo menos dois dias de descanso.
Ministros destacam que o debate já foi aberto e que a responsabilidade pela aprovação está com a sociedade. A gestão afirma que não há conflito entre o projeto de lei de Lula e as PECs em tramitação, e que a pauta deve avançar ainda neste semestre.
Mobilização e a atuação do movimento
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforça que a sociedade precisa pressionar o Congresso para votar a redução da jornada, mantendo o salário. Aliados lembram que a pauta pode abrir espaço para alinhar setores sindicais e políticos.
O secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, aposta em derrubar a escala ainda neste ano, com urgência no trâmite do projeto enviado pelo governo. A agenda de 1º de Maio teve apoio de sindicatos e movimentos populares.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e lideranças de partidos defendem que a mobilização mantenha o foco na votação ainda neste mês. Diretores afirmam que a agenda é prioritária para ampliar descanso e reduzir desigualdades.
Regiões e pontos de manifestação
Em São Paulo, o ato ocorreu na praça Roosevelt, com participação de trabalhadores de diversas categorias. O VAT informou que o movimento busca coordenar ações no país e manter a pressão até a votação.
No ABC, o Sindicato dos Metalúrgicos organizou uma agenda com a presença de figuras públicas, entre elas ex-ministros, para sustentar a pauta. A mobilização destacou a percepção de desigualdade de gênero associada à carga de trabalho.
No Rio, entregadores de apps juntaram-se a movimentos sociais em Copacabana, ampliando o conjunto de apoiadores. As ações buscaram consolidar o apoio à PEC que avança no plenário.
No fim do dia, relatos de confrontos pontuais entre manifestantes e forças de segurança apareceram em diferentes pontos, sem que houvesse registro de incidentes graves. As autoridades ressaltaram a necessidade de segurança e diálogo.
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