O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, classificou como inadmissível o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou, em evento em São Paulo, que o quadro só poderia ser explicado por uma lavagem cerebral coletiva.
Haddad enfatizou um contraste entre Lula e Flávio Bolsonaro, destacando que a oposição não estaria demonstrando preocupação com a democracia. O tom foi definido durante ato promovido pela Força Sindical, em homenagem ao Dia do Trabalhador.
Desempenho nas pesquisas
Em levantamento Genial/Quaest, divulgado em 15 de abril, Lula tinha 37% e Flávio 32% no primeiro turno, com empate técnico no segundo turno, pela margem de erro de dois pontos. O resultado indica competição acirrada entre os pré-candidatos.
Outro levantamento, Datafolha, divulgado em 11 de abril, aponta Lula com 39% no primeiro turno e Flávio com 35%, também em empate técnico no eventual segundo turno, com margem de erro de dois pontos.
Desafios democráticos
No mesmo evento, Haddad afirmou haver um desafio cívico a cumprir nas eleições, defendendo a democracia construída por trabalhadores. Ele ressaltou que a agenda democrática seria essencial para temas como redução da jornada de trabalho e isenções de participação nos lucros.
Atos golpistas
O ex-ministro avaliou derrotas do governo Lula no Senado como episódio relevante, citando a aprovação de benefícios aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo Haddad, tais episódios representam avanços da impunidade.
Chapa em SP
Durante o ato, Haddad ficou acompanhado pelas ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que são candidatas ao Senado, além do ex-ministro Márcio França, também candidato ao Senado. Haddad sinalizou que as composições da chapa serão discutidas para chegar a um denominador comum.
Entre na conversa da comunidade