O governo enfrenta sinais de resistência entre os três poderes, com desgaste político e articulação difícil para agenda prioritária. Na prática, diversas pautas como o marco temporal das terras indígenas, licenciamento ambiental e reformas ficam visadas por reações fortes de diferentes setores.
Na sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, ocorrida na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na tarde de quarta-feira, houve enfrentamento entre governo e base aliada. O levantamento elaborado pelo governo previa apoio de setores do centrão, parte da oposição e bancada evangélica, mas o placar final ficou aquém: 34 votos a favor.
Durante a sabatina, Messias se posicionou sobre temas sensíveis, destacando posições já definidas pelo cargo. Houve pressão de parlamentares da oposição para impedir a indicação sem contrapartidas, enquanto aliados do governo tentaram sustentar o nome com argumentos de gestão e experiência. Em paralelo, o chefe do Senado recebeu contatos de colegas que pediram voto contra a indicação, com promessas de reciprocidade futura.
O embate entre Executivo e Judiciário, com o Legislativo atuando de modo firme, evidencia um desequilíbrio entre os Poderes. A conjuntura aponta para movimentos estratégicos no esforço de avançar ou frear pautas consideradas cruciais para a gestão, com impactos potenciais sobre o cenário eleitoral.
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