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PGR se opõe ao uso de bens do GDF para socorrer BRB

PGR recomenda suspensão de trechos da lei distrital que autorizavam uso de bens públicos do DF para reforçar BRB, citando risco ao patrimônio público

O procurador-geral da República, Paulo Gonet
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF a suspensão de trechos da lei distrital que autorizava o GDF a usar bens públicos para reforçar o capital do BRB. O parecer foi entregue nesta sexta-feira (1º) pelo procurador-geral Paulo Gonet, que argumentou que a medida protege o interesse público.

Segundo Gonet, a suspensão da lei evita lesão ao patrimônio público e à administração, diante de decisões que, na origem, foram consideradas incompatíveis com a Lei de Organização do Distrito Federal (LODF). A PGR sustenta que manter a regra pode impor medidas gravosas ao patrimônio público sem necessidade.

A decisão de suspender parte da lei já havia sido anunciada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, em 25 de abril. Fachin determinou a suspensão da decisão do TJDFT que proibira a venda de bens do GDF ao BRB. A pauta será levada ao plenário virtual do STF, com sessão entre 8 e 15 de maio.

Contexto jurídico

O governo do Distrito Federal argumenta que a proibição da venda de bens para o BRB configura grave lesão à ordem administrativa, dificultando políticas públicas para enfrentar a situação econômica da instituição. A defesa sustenta que a medida é essencial para manter a solvência do BRB, sem comprometer o patrimônio público.

Ainda não houve fechamento sobre o conteúdo final da decisão no STF. A pauta envolve argumentos sobre a compatibilidade da restrição com a legislação local e os impactos na gestão financeira do BRB. A corte deve analisar como equilibrar o interesse público e a proteção de bens públicos.

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