Milhares de salvadorenhos participaram da marcha do Dia do Trabalhador em San Salvador, denunciando retrocessos democráticos atribuídos às políticas do presidente Nayib Bukele e solicitando a libertação de pessoas consideradas inocentes na guerra contra as gangues. O protesto ocorreu nesta sexta-feira, 1º de maio.
Segundo organizadores, o regime de exceção vigente desde 2022, que autoriza detenções sem ordem judicial, é alvo de críticas de organismos de defesa dos direitos humanos. A mobilização reuniu famílias, trabalhadores e setores da sociedade civil.
Marisela Ramírez, porta-voz do Bloco de Resistência e Rebeldia Popular, afirmou que as políticas atuais atentam contra a dignidade e a liberdade do povo. A dirigente mencionou demissões de médicos e professores como parte das chamadas políticas de morte.
Contexto e reivindicações
Cartazes com o slogan Bukele, inimigo dos pobres foram vistos na manifestação, ao lado de fotografias de detidos. Organizações sociais relataram que blitzes nas estradas teriam detido ônibus de manifestantes.
Samuel Ramírez, líder do Movir, disse que o movimento desafia o regime de exceção e defende a libertação de pessoas consideradas inocentes pela guerra contra as gangues. A imprensa local citou cerca de 5.000 manifestantes presentes, conforme a AFP.
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