O ministro Flávio Dino, do STF, prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos). A medida segue decisão anterior que afastou também o prefeito e servidores.
A prorrogação atende a pedido da Polícia Federal, com aval da PGR, e ocorre próximo do fim do prazo inicial, que venceria em 4 de maio. O afastamento já proibia Neto de entrar na prefeitura e acessos a sistemas.
A PF aponta risco de interferência em investigações em curso caso o vice retorne ao cargo. A corporação pediu nova prorrogação de 120 dias ou outro período adequado ao STF.
A investigação mira desvio de emendas parlamentares em Macapá, com parte do recurso ligado à construção do Hospital Municipal. Em 30 de abril, a PF solicitou novo afastamento.
O município já vivenciou a renúncia do prefeito Antônio Furlan, que disputará o governo do Amapá. Furlan alegou perseguições ao anunciar pré-candidatura e pediu apoio popular.
Dino ampliou o afastamento sem prazo definido, condicionando o término ao fim dos riscos identificados. Fatos novos, como pagamentos atípicos e possível ocultação de provas, foram citados na decisão.
O ministro destacou dificuldades de investigações, como o desaparecimento de HDs, queda de sistemas e exonerações em massa. Diligências continuam, incluindo análise de celulares apreendidos, entre eles o de Neto.
A decisão mantém suspensão de investigados das funções públicas, mas não impede a continuidade das apurações. O STF pode reverter a medida conforme evolução do caso.
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